
Aline de Araújo Coelho (de óculos na foto) é uma jovem de 18 anos lá de Recife, ela sofre de leucemia, uma espécie de câncer que atinge o sangue e tem origem na medula óssea. É uma doença grave, tratada com quimioterapia, e em alguns casos se faz necessário o transplante de medula óssea.
Segundo o INCA, “qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea.” Antes da doação é feito um cadastro, que inclui um teste sanguíneo para verificar a compatibilidade com os pacientes, pois, infelizmente, a chance de um doador ser compatível com o receptor é 1 em cada 100 mil. O cadastro é válido para todo território nacional, portando, vamos ajudar quem precisa de nós, basta ir a qualquer Hemocentro do país (veja aqui o endereço em todo Brasil), desta forma você estará ajudando não somente Aline, mas todas as pessoas que precisam deste tipo de tratamento.
O assunto é sério. Você já parou pra pensar que, como bem diz no site do INCA, “para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.”
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Vi o texto no Inovavox
Vamos lá pessoal, é muito importante ajudar! faça o teste de compatibilidade e salve uma vida ^^
Ela só tem 9 dias... é isso mesmo, 9 dias até que comece uma quimioterapia muito pesada... quanto ates aparecer um doador compatível melhor ^^
Ser goiano
Ser goiano é carregar uma tristeza telúrica num coração aberto de sorrisos. É ser dócil e falante, impetuoso e tímido. É dar uma galinha para não entrar na briga e um nelore para sair dela. É amar o passado, a história, as tradições, sem desprezar o moderno. É ter latifúndio e viver simplório, comer pequi, guariroba, galinhada e feijoada, e não estar nem aí para os pratos de fora.
Ser goiano é saber perder um pedaço de terras para Minas, mas não perder o direito de dizer também uai, este negócio, este trem, quando as palavras se atropelam no caminho da imaginação.
O goiano da gema vive na cidade com um carro-de-boi cantando na memória. Acredita na panela cheia, mesmo quando a refeição se resume em abobrinha e quiabo. Lê poemas de Cora Coralina e sente-se na eterna juventude.
Ser goiano é saber cantar música caipira e conversar com Beethoven, Chopin, Tchaikovsky e Carlos Gomes. É acreditar no sertão como um ser tão próximo, tão dentro da alma. É carregar um eterno monjolo no coração e ouvir um berrante tocando longe, bem perto do sentimento.
Ser goiano é possuir um roçado e sentir-se um plantador de soja, tal o amor à terra que lhe acaricia os pés. É dar tapinha nas costas do amigo, mesmo quando esse amigo já lhe passou uma rasteira.
O goiano de pé-rachado não despreza uma pamonhada e teima em dizer ei, trem bão, ao ver a felicidade passar na janela, e exclama viche, quando se assusta com a presença dela.
Ser goiano é botar os pés uma botina ringideira e dirigir tratores pelas ruas da cidade. É beber caipirinha no tira-gosto da tarde, com a cerveja na eterna saideira. É fabricar rapadura, Ter um passopreto nos olhos e um santo por devoção.
O goiano histórico sabe que o Araguaia não passa de um "corgo", tal a familiaridade com os rios. Vive em palacetes e se exila nos botecos da esquina. Chupa jabuticaba, come bolo de arroz e toma licor de jenipapo. É machista, mas deixa que a mulher tome conta da casa.
O bom goiano aceita a divisão do Estado, por entender que a alma goiana permanece eterna na saga do Tocantins.
Ser goiano é saber fundar cidades. É pisar no Universo sem tirar os pés deste chão parado. É cultivar a goianidade como herança maior. É ser justo, honesto, religioso e amante da liberdade.
Brasilia em terras goianas é gesto de doação, é patriotismo. Simboliza poder. Mas o goiano não sai por aí contando vantagem.
Ser goiano é olhar para a lua e sonhar, pensar que é queijo e continuar sonhando, pois entre o queijo e o beijo, a solução goiana é uma rima.
(José Mendonça Teles. Crônicas de Goiânia. Goiânia: Kelps, 1998)
sábado, 6 de junho de 2009
Urgente: Você está disposto a salvar uma vida?
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